Quem se interessa por investimentos certamente já ouviu falar das COEs, ou Certificados de Operações Estruturadas. Elas costumam aparecer como uma alternativa que mistura simplicidade e uma pitada de ousadia. Mas será que você realmente entende o que está por trás desse produto?
Eu mesmo demorei para cair a ficha sobre o funcionamento prático das COEs. Em alguns momentos, pensei que era simples demais, em outros, pareceu arriscado até demais. Só depois de muita busca, análise de documentos, conversas com especialistas e experimentação, consegui ver onde esse investimento pode ser útil e onde pode virar uma cilada.
Saber o que é e como funciona cada investimento é o primeiro passo para investir melhor.
Ao longo deste artigo, você vai entender o que são as COEs, por que vieram para o mercado financeiro brasileiro, quais são suas vantagens, riscos e para quais perfis podem ser uma boa escolha. E, claro, verá como a Thrive Academy pode te apoiar nessa jornada de conhecimento financeiro verdadeiro, sem regras rígidas ou promessas milagrosas.
O que são COEs?
A sigla COE vem de Certificado de Operações Estruturadas. Parece complicado, mas, na prática, é uma forma de unir investimentos diferentes dentro de um pacote só. O objetivo principal é combinar segurança com a possibilidade de ganhos acima da média dos produtos tradicionais, dependendo do cenário esperado pelo investidor, às vezes, pela casa emissora também.
Pense num combo de fast-food. Você gosta de batata frita, hambúrguer e refrigerante, mas, em vez de escolher cada item separadamente, compra o combo pronto. O COE faz algo parecido, só que com investimentos: coloca no mesmo “pacote” uma parte segura (como títulos de renda fixa) e uma parte mais ousada (ligada a ações, moedas, índices ou até mesmo ativos internacionais).
- O investidor aplica um valor fechado (geralmente, a partir de R$1.000 ou R$5.000),
- Com prazo definido, que pode variar de poucos meses até cinco anos ou mais,
- Para buscar um rendimento condicionado a determinados cenários financeiros.
A garantia do investimento está diretamente ligada ao tipo de COE escolhido, mas isso a gente já aprofunda adiante.

Como as COEs são criadas?
O banco, ou instituição financeira, atua como uma espécie de arquiteto desse produto. Ele monta a estrutura do COE antecipadamente, mostrando quais ativos farão parte, qual é a regra para pagar ou não a rentabilidade, qual é o prazo, se o investidor terá proteção do capital investido (estrutura de capital garantido) ou não.
Geralmente, o funcionamento é assim:
- O banco compra uma parte em títulos de renda fixa, capaz de garantir o valor inicial do investidor ao final do prazo.
- O restante ele usa para apostar em ativos de maior risco (variáveis), que podem trazer rentabilidade extra.
- Tudo é previamente combinado. Você sabe desde o início qual cenário pode gerar ganho e qual não trará nenhum lucro.
O COE é registrado na B3, tem CNPJ próprio, e o investidor recebe um extrato como de qualquer investimento financeiro. Parece seguro, mas existem nuances importantes.
Principais tipos de COEs
Em uma análise rápida, as COEs se dividem em duas categorias principais:
- Com capital protegido: O investidor recebe de volta, no mínimo, o valor aplicado originalmente, desde que mantenha o investimento até o vencimento. O rendimento pode ser zero, mas prejuízo real não ocorre (a menos que o emissor quebre).
- Sem capital protegido: O investidor pode perder parte ou até todo o valor investido, caso o cenário previsto não aconteça. Isso geralmente oferece possibilidade de ganhos muito maiores, mas com risco real de perda.
Há ainda variações em relação ao tipo de ativo que serve como base de referência: índices da Bolsa (Ibovespa, S&P 500, Nasdaq), moedas (dólar, euro), ações individuais, commodities (ouro, petróleo), ou até estratégias mistas.
Como funciona na prática? Um exemplo fácil
Vamos supor um COE com capital protegido atrelado ao desempenho do índice S&P 500 nos Estados Unidos. O banco propõe o seguinte:
- Você aplica R$10.000 por dois anos.
- Se o índice subir 20% ou mais nesse período, você ganha parte do rendimento, limitado a um teto máximo (digamos, até 15% de lucro).
- Se o S&P 500 cair, seu dinheiro é devolvido sem qualquer rentabilidade, mas sem prejuízo.
Parece simples: você não perde o principal, mas ganha só se o cenário for o previsto. Cada COE terá suas regras exatas, por isso é essencial analisar o Termo de Operação antes de comprar.
E no caso das COEs sem capital protegido?
Nestes casos, a remuneração pode ser maior, mas há risco real. Por exemplo, você pode ganhar até 100% do rendimento de uma ação internacional ou índice, mas, se o cenário for ruim, perde tudo ou uma parte relevante do valor investido.
Quanto maior o potencial de ganho, maior o risco.
Principais vantagens das COEs
Não é difícil entender porque as COEs atraem novos investidores. Algumas vantagens principais são:
- Acesso a mercados globais: Possibilidade de aplicar em índices, moedas e ativos internacionais sem precisar abrir conta fora do país.
- Estrutura de proteção: No caso do capital protegido, evita prejuízos em cenários de queda.
- Diversificação: Mistura ativos diversos em um mesmo produto, o que pode diluir parte do risco.
- Simplicidade: Você não precisa entender de cada ativo isoladamente. O banco já estruturou o produto para você.
- Tributação simplificada: Só há cobrança de Imposto de Renda sobre o eventual lucro no vencimento, seguindo regra parecida ao CDB.

Os riscos das COEs
Ainda que as vantagens pareçam convincentes, é fundamental não perder de vista os riscos envolvidos. Sinceramente, o que mais vejo por aí é gente ignorando essas armadilhas por entusiasmo ou por informação superficial, é aí que as perdas acontecem.
- Risco de crédito: O COE não conta com garantia do FGC. Se o banco emissor quebrar, você pode perder todo o montante investido.
- Liquidez restrita: Diferente de um Tesouro Direto, COEs só permitem resgate no vencimento. Caso precise do dinheiro antes, provavelmente terá dificuldade e risco de grandes perdas de valor.
- Estrutura complexa: Alguns COEs têm regras difíceis de entender, cheias de condições. Ler o material explicativo é obrigatório, nem sempre ele é didático.
- Potencial rendimento limitado: Muitas vezes, mesmo que o cenário desenhado renda bem acima, o COE estabelece limites máximos (“teto” de ganho) para o investidor.
- Risco de perder dinheiro: Se não houver proteção de capital, a perda pode ser parcial ou total, dependendo do desempenho do ativo de referência. E isso machuca, especialmente para quem achou que tinha garantias.
Em resumo: COEs podem ser interessantes, mas exigem entendimento pleno das condições. Evite comprar pela emoção do possível ganho rápido e fácil.
COE é melhor que investir direto em ações?
Depende do perfil do investidor. COEs são estruturados para quem não se sente confortável em investir diretamente em ativos complexos, como moedas, bolsas de outros países e índices de risco alto, ou para quem prefere delegar a escolha dos ativos à instituição financeira.
No entanto, vale refletir:
- Quando você compra ações diretamente, captura todo o potencial de valorização (e de prejuízo) sem intermediários.
- Em COEs, mesmo se o índice subir muito, você pode não receber tudo devido ao teto de rentabilidade.
- A tributação pode ser levemente mais simples nos COEs, mas isso não compensa, necessariamente, a limitação de ganhos.
COE não substitui investimentos diretos, mas pode funcionar como complemento.
O estudo detalhado e o aprendizado sobre cada ativo fazem toda a diferença. É por isso, aliás, que a Thrive Academy oferece cursos e workshops específicos sobre COEs, produtos estruturados e estratégias de diversificação, sempre priorizando a educação do investidor antes da ação.
COE é para qualquer investidor?
Se você busca ter controle total sobre suas decisões, talvez sinta falta dessa autonomia ao investir em COEs. Por outro lado, quem prefere algo mais estruturado, sem precisar escolher cada ativo isoladamente, pode encontrar nas COEs uma alternativa a produtos puramente de renda fixa ou a fundos de investimento que, às vezes, cobram taxas consideráveis.
- Perfil mais conservador: Deve focar apenas em COEs com capital protegido, e analisar a solidez da instituição emissora.
- Perfil moderado ou arrojado: Pode explorar COEs sem capital protegido, aceitando maiores riscos por potenciais ganhos elevados.
Em todos os perfis, a informação é o verdadeiro guia. Escolher sem entender pode ser perigoso. Por isso, não venda a própria tranquilidade por um possível lucro maior.

Aqui está o que você precisa conferir antes de investir em COEs
Se você ficou interessado em incluir COEs na sua carteira, preste atenção em alguns pontos:
- Leia o termo de operação por completo. Não ignore as letrinhas pequenas.
- Pergunte sobre todos os custos envolvidos: taxas de estruturação, custos embutidos ou taxas de saída antecipada.
- Verifique a reputação e o grau de solidez do banco emissor.
- Entenda direitinho a regra de rentabilidade: Quais cenários geram lucro? Em que situações perde-se dinheiro?
- Considere investir só aquilo que não vai precisar resgatar antes do vencimento.
Só invista no que entende. E o resto pode esperar.
COEs, fundos ou produtos de concorrentes?
É natural comparar COEs com fundos de investimento, estruturas internacionais via contas no exterior ou produtos de outras empresas. Algumas plataformas prometem acesso facilitado a ativos estrangeiros ou soluções mirabolantes com robôs e inteligência artificial, mas… O que elas geralmente entregam é mais do mesmo, pouca personalização, informação superficial e pouca preocupação em tornar você um investidor realmente consciente.
Se for para aprender a investir de verdade, a Thrive Academy oferece não só cursos sobre COEs, mas também sobre entendimento aprofundado dos riscos, leitura de cenários, decisões práticas e acesso a uma comunidade para tirar dúvidas na vida real, sem enrolação.
Por mais que existam concorrentes com portfólio extenso, dificilmente eles conseguem juntar conhecimento personalizado, materiais didáticos claros e acompanhamento próximo como nós. E honestamente? No mundo das finanças, conhecimento prático faz toda a diferença no resultado ao longo do tempo.
Vale a pena investir em COEs?
As COEs podem, sim, ser uma peça interessante na carteira de quem já conhece formas de proteger o patrimônio, ou para quem não quer se expor totalmente à renda variável e, ao mesmo tempo, deseja sair do lugar comum da renda fixa.
Mas lembre-se: não existe milagre. O excesso de otimismo pode levar à frustração. Entenda o produto, conheça os riscos, simule diferentes cenários e garanta que sua carteira seja diversificada o suficiente para não se abalar caso um COE não traga o resultado esperado.
Na dúvida, busque fontes qualificadas. Compare suas opções. E sinta-se livre para explorar o conteúdo exclusivo da Thrive Academy sobre educação financeira, produtos estruturados e gestão consciente do patrimônio.
Investir bem é investir com clareza e convicção.
Se você quiser se aprofundar mais, evitar os tombos dos iniciantes e construir uma relação mais saudável com seus investimentos, vale a pena conhecer os cursos, workshops e conteúdos gratuitos que a Thrive Academy preparou especialmente para quem busca transformar informação em resultado prático.
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